Rockstar

Rockstar

No Mc depois de uma balada eu conheci o Rockstar. Tava na fila comprando meu nº 3 com Co

ca e ele tava do meu lado, meio bêbado e perguntou se podia assinar o papelzinho do meu cartão de crédito por mim. Eu deixei, achei bonitinho, foi um jeito de ele descobrir meu nome. Ele pegou a 2ª via e escreveu atrás o nome e o MSN dele. Só por aí já dá pra perceber que é baby, né? MSN é tããão 19 anos. Mas eu gostei, achei engraçado. Adicionei o dito cujo no MSN, e a gente começou a bater papo. 19 anos, fazendo engenharia, trabalhando com a mãe. A mãe, inclusive, ia viajar no final de semana e ele ia fazer uma festinha em casa, me convidou, eu recusei. No dia da festinha ele me ligou de madrugada, meio bêbado de novo me chamando pra ir lá…eu não fui, mas continuei achando ele interessante apesar das molecagens. Guitarrista de uma banda (por isso o Rockstar, e eu realmente chamava ele assim), descolado, engraçado, bonitinho.

Rockstar – Eu vou em tal lugar, Jornalista, vamo?

Eu – Pô, Rockstar, eu nem te conheço direito, não vou sair com os seus amigos, né? Meio chato. Me chama pra sair sozinha com você, que eu topo.

E passaram umas semanas até uma ligação quando eu saía do trabalho: “tenho ensaio até umas 22h30, se eu for até o Fimdimundo, você toma uma cerveja comigo?”. Tomo, claro. Ele chegou no FDM quase meia-noite, a gente tomou uma cerveja, duas, três, conversamos até de madrugada, até rolarem uns beijos e eu concluir que a idade estava só no RG e nas babaquices, porque ele mandava bem. Mas foi isso por um bom tempo, e eu tinha até esquecido do Rockstar, quando os brothers disseram que iam passar um final de semana com umas meninas, fazendo altas sacanagens. Eu, que não queria ficar em casa morgando, fiquei querendo algum programa muito legal pro final de semana.

Rockstar – Jornalista, vou pra praia com alguns amigos, quer ir com a gente?

Eu – Pô, Rockstar, eu nem te conheço direito, mas vamo sair com os seus amigos, então…vamo pra essa praia aí pra ver se lá tem água salgada e areia.

Rockstar – Passo sábado de manhã pra te buscar!

E a praia chegou, e o dia passou com os amigos dele falando besteira, jogando sueca e tocando violão. Até que todo mundo foi tomar banho/comer/jogar baralho e a gente ficou sozinho. Eu ainda tava pensando um pouco em um outra paixonite, mas eu já tava lá, ele era uma belezinha e aí eu me enrosquei. E a parte da ‘enroscação’ nem foi tão boa, mas a gente começou a conversar e a dividir particularidades da nossa vida. E aí ficou melhor. No dia seguinte ficamos mais pra amigos do que pra casal…eram risadas, papos bestas com todo mundo e uns poucos beijos trocados quando ninguém tava olhando. Ele me deixou em casa e me deu o beijo de tchau que valeu pelo final de semana inteiro. Daquele de arrepiar os cabelos da nuca, que não dá vontade de parar nunca. E é isso que eu mais lembro do Rockstar.

A gente se viu de novo, ficou mais uma vez, ele foi babaca comigo umas duas vezes, até que a gente ficou amigo. Ele me contou outro dia que tá namorando, felizão, e disse pra gente tomar uma cerveja na Faculdade que ele estuda e eu tanto frequento. Eu vou, gosto dele, ele é moleque, engraçado, legal. Mas aquele beijo…top 5 da minha vida.

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