Cegueta

Faz uns oito anos que eu conheço o Cegueta (ele usa óculos quase fundo de garrafa). A gente costumava dar uns beijos, uns amassos, uns apertos quando tinha uns 15, 16 anos. Eu o conheci porque ele estudava com um ex-namorado meu, mas eu gostava mais de conversar com ele do que com o tal namorado. O namoro acabou, o amigo ficou e aí o enrosco começou (enrosco mesmo, que quase me custou uma amiga, mas isso fica pra outro dia). Eu, no alto dos meus 15 anos, praticamente me apaixonei. Achava ele lindo, engraçado, simpático e ainda tinha AQUELA pegada…

Enfim, os beijos quentes e adolescentes rolaram algumas vezes e em uma dessas vezes eu decidi que também ia dar beijos quentes em um outro amigo dele. Resultado: comecei a namorar o amigo e ele começou a namorar uma menina que estava no fatídico dia. Meu namoro durou poucos meses, mas que foram suficientes pra ela virar minha amiga e ele se tornar (ainda mais) um cara totalmente proibido, porque né? Namorado de amiga é mulher. E foram muitos anos de namoro pra ele, muitos de namoro pra mim, alguns encontros ocasionais de casal e alguns papos sem pé nem cabeça na internet.

Eis que outro dia ela me conta que o namoro terminou, isso depois de muitos problemas entre eles, incluindo uma mudança de estado da parte dela. Fiquei nude, porque eram realmente muitos anos, mas também nada que mudasse a minha vida, porque ele é o ex da minha amiga. Ele me adicionou no orkut, deixei um scrap de ‘E aí, quanto tempo! Vamos marcar alguma coisa!’, e não é que ele REALMENTE quis marcar alguma coisa? Mesmo sabendo que tava errado, ia dar problema e eu ia me arrepender, lá fui eu pra cervejinha em plena terça-feira, muitas conversas sobre o fim dos namoros (o meu e o dele), e nada de enrosco. Ufa, pensei, até que depois de tantos anos nós viramos amigos. Ledo engano. Na hora de dar tchau, um papo que não acabava nunca, mas que, quando acabou, resultou em beijos ainda melhores dos que eu me lembrava. Alguém mais aí está sentindo cheiro de problema no ar?

1 Comentário »

  1. […] aí que depois dos tais beijos na hora de ir embora com o Cegueta (história completa aqui), eu não senti o menor remorso. Pois é. Deveria ter sentido? Deveria. Isso me faz uma amiga ruim? […]


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